Sintomas incluem dores de ouvido, tontura e dor de cabeça, e podem estar associados a radiação de micro-ondas. Primeiros relatos são de 2016, entre a equipe diplomática dos EUA em Cuba. Funcionários da Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá, capital da Colômbia, relataram sintomas da Síndrome de Havana, informou a imprensa americana nesta terça-feira (12).
Síndrome de Havana é o nome dado para uma série de sintomas como dores de ouvido, tontura e sensação de pressão na cabeça, relatada primeiramente por diplomatas dos EUA na capital de Cuba — por isso, o nome da doença. As causas não são comprovadas, mas suspeita-se de que a radiação direta de micro-ondas causem esse mal (leia mais no fim da reportagem).
Não se sabe quantos funcionários do corpo diplomático dos EUA sentiram sintomas dessa síndrome. O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, disse que o governo vai assegurar que todos os afetados terão “todo o cuidado necessário”.
O caso preocupa porque Bogotá vai receber a visita do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que é o chefe da diplomacia americana, neste mês. Em agosto, a vice-presidente Kamala Harris cancelou uma visita ao Vietnã depois que casos não confirmados da Síndrome de Havana foram relatados entre funcionários diplomáticos.
Relatos da Síndrome de Havana começaram, segundo a emissora ABC, entre diplomatas, espiões e outros funcionários americanos em Cuba, em 2016. Desde então, os sintomas foram relatados também na China, na Rússia, no Uzbequistão, na Áustria, na Alemanha e em outros países.
Síndrome de Havana
Relatados primeiramente em Cuba, os sintomas da Síndrome de Havana incluem:
dores de cabeça
tontura
dificuldades cognitivas
zumbido no ouvido
vertigem
dificuldades na visão, na audição ou no equilíbrio
lesões cerebrais traumáticas (mais raro)
A explicação mais plausível para a síndrome, afirma a BBC citando a Academia Americana de Ciências, é que os pacientes desenvolvam os sintomas depois de receberem “energia de radiofrequência direta e pulsada”. Isso significa que as pessoas receberam diretamente um tipo de radiação que inclui micro-ondas.
Continua desconhecido, porém, quem estaria por trás dessa radiação — que pode ser emitida de forma intencional. O próprio estudo encomendado pelo governo americano, porém, afirma que já se sabia que a União Soviética pesquisava os efeitos da exposição ao fenômeno.

Fonte: G1 Mundo


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