
Justiça converte em preventiva prisão de médico e estudante de Gurupi
A polícia investiga se o ataque à casa de uma professora em Gurupi, no sul do estado, ocorreu após um desentendimento dela com o médico José Aristides Campelo Cabral e o estudante de medicina, Pedro Campelo Cabral. Conforme apurado pela TV Anhanguera, Pedro havia sido reprovado em várias disciplinas ministradas pela vítima e corria o risco de ter uma nova reprovação no último semestre de 2026.
O g1 e TV Anhanguera procuraram a defesa dos investigados para obter um posicionamento, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.
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O crime aconteceu na madrugada da última quarta-feira (14). Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que uma caminhonete branca passa em frente à casa da professora e mais de 10 disparos são efetuados. O caso inicialmente é investigado como tentativa de homicídio.
Pedro Campelo Cabral e José Aristides Campelo Cabral
Reprodução/TV Anhanguera
O desentendimento teria começado na Universidade de Gurupi (UnirG), onde a vítima leciona. Em nota, a instituição repudiou a ação contra a docente e informou que adotou medidas administrativas cabíveis para apurar a situação.
Já o Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) publicou uma nota informando que “adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições legais e éticas”. O conselho afirmou ainda ver com preocupação o ocorrido contra a médica e seus familiares.
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Os irmãos Pedro Cabral e José Aristides Cabral foram presos em flagrante em uma boate em Gurupi. Após audiência de custódia, a prisão foi convertida para preventiva pela Justiça do Tocantins nesta quinta-feira (15).
Os dois foram localizados depois que a polícia identificou as características do veículo utilizado na ação criminosa. No estabelecimento, o médico e o estudante foram abordados, mas, segundo o boletim de ocorrência, houve resistência, e os policiais precisaram conter os suspeitos.
Em depoimento, os irmãos negaram envolvimento no crime e afirmaram que não haviam saído da boate naquela noite. A versão, no entanto, foi desmentida por funcionários do local, que relataram que os dois haviam chegado pouco antes da aproximação da viatura policial.
Durante vistoria no carro, os agentes encontraram uma pistola calibre 9 mm com documentação regular. Um dos homens afirmou possuir registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e disse que tinha outras armas registradas em seu nome, mas que elas haviam sido apreendidas em decorrência de uma ocorrência relacionada à Lei Maria da Penha.
À polícia, o médico e o estudante alegaram que tinham ido à casa da professora para convidar os filhos dela para um passeio de bicicleta. Segundo o registro policial, a justificativa foi rebatida pelas vítimas que estavam no imóvel no momento do ataque.
O caso é investigado pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Gurupi.
Estudante de medicina e médico são investigados por atirar contra casa de professora em Gurupi
Reprodução/TV Anhanguera
Íntegra da nota do CRM
O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) manifesta preocupação diante dos fatos ocorridos em Gurupi, envolvendo uma médica e seus familiares, especialmente diante das informações sobre o possível envolvimento de um médico e de um estudante de Medicina na prática do suposto crime.
O Conselho acompanha a situação com atenção e adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições legais e éticas, inclusive junto aos órgãos competentes, para que os fatos sejam devidamente apurados.
O CRM-TO reafirma seu compromisso com a ética médica, a responsabilidade profissional e o respeito à sociedade, destacando que situações dessa natureza exigem apuração rigorosa e providências adequadas.
Conselho Regional de Medicina do Tocantins
Íntegra da nota da Unirg
Diante dos fatos ocorridos na madrugada desta quarta-feira (14/10), a Fundação UnirG e a Universidade de Gurupi – UnirG manifestam seu veemente repúdio a qualquer forma de violência, ameaça ou intimidação contra docentes, servidores e demais membros de sua comunidade acadêmica.
A Presidência da Fundação UnirG e a Reitoria expressam sua solidariedade à professora atingida, do Curso de Medicina e a seus familiares, a quem a Instituição presta todo o apoio necessário. A violência é absolutamente incompatível com os valores que orientam a vida universitária, e nenhuma forma de intimidação será tolerada.
Diante da gravidade dos fatos, a UnirG adotou de imediato as medidas administrativas cabíveis para sua apuração, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, e colabora com as autoridades responsáveis pela investigação. Por meio dos setores competentes, a Instituição também promove medidas de acolhimento e suporte à docente.
A UnirG mantém sistema de monitoramento eficiente e vigilantes experientes em todos os seus prédios, atentos a qualquer situação suspeita, de modo a garantir a proteção de estudantes, professores e servidores em suas atividades diárias.
A Instituição reafirma seu compromisso com a segurança, a ética e o respeito em toda a comunidade universitária.
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